Supernovas (versão simples)
- Pedro

- 24 de mar. de 2019
- 2 min de leitura
As supernovas são imensas explosões provocadas por estrelas muito massivas, liberando um brilho tão intenso que pode, por um período, superar o brilho de galáxias inteiras. Com o passar do tempo, o brilho e a temperatura das explosões diminuem lentamente. As supernovas marcam no ciclo estelar a “morte” das estrelas. Apesar de terem esse lado violento, elas são as responsáveis por permear o espaço com elementos mais pesados e possuem um papel análogo ao de um passarinho, o qual se alimenta de sementes e então as espalha pelo solo.
Caso tivéssemos uma estrela razoavelmente próxima do sistema solar, com mais de 8 massas solares, seria um fator preocupante. Mesmo que a explosão em si não nos alcançasse, ainda teríamos problemas, já que a supernova libera uma enorme quantia de raios gama, os quais podem, em contato com a nossa atmosfera, acabar com a nossa camada de Ozônio, deixando-nos totalmente vulneráveis à radiação ultravioleta vinda do Sol. Felizmente, não há estrelas candidatas a supernovas por perto. Vemos então que o Sol não irá terminar em uma supernova, já que não possui a massa necessária.
Existem duas classificações principais para as supernovas: Tipo 1 e Tipo 2;
As supernovas tipo 1 são dadas em um sistema estelar binário (composto por uma anã branca e uma companheira). As estrelas nesse sistema interagem, de forma que a matéria da estrela companheira é adicionada à anã branca até que esta atinja o limite de Chandrasekhar (1,44 massas solares). Neste ponto, a pressão de degeneração dos elétrons (que é o que impede a densa estrela de se colapsar) não consegue conter o colapso induzido pela gravidade, de modo que a anã branca se torna uma estrela de nêutrons ou um buraco negro (dependendo da massa). Em suma, o “roubo” e agregação da massa da estrela vizinha condena a nossa “ladra”.
As supernovas tipo 2 ocorrem em estrelas que possuem, em média, mais de 8 massas solares. Quando o processo de fusão nuclear se encerra, a estrela começa a se contrair devido a sua gravidade, gerando uma supernova e remanescentes.
As remanescentes das supernovas são um prato cheio de maravilhas. Nuvens imensas de poeira das mais variadas cores (correspondendo aos elementos criados no coração da estrela) marcam o espaço, dando um contraste ao que parece ser o vazio eterno. Fantásticas estrelas de nêutrons, rotacionando sob seu eixo dezenas de vezes por segundo (isso mesmo, por segundo!) devido à conservação de momento angular e os “monstros cósmicos” (buracos negros) podem ser os remanescente da estrela colapsada; como mencionado, sendo determinado pela massa da estrela antes do colapso.
Vemos assim que as supernovas são provas de que nada, nem mesmo estrelas, duram para sempre; mas elas também nos mostram que, a partir de uma estrela perecida, temos a fertilização do cosmos, com o espalhamento da matéria produzida nas fornalhas galácticas (estrelas), permeando o espaço com elementos que possibilitaram o surgimento da vida. Encerramos citando Carl Sagan para uma breve reflexão:
“O cosmos está dentro de nós. Somos feitos de poeira das estrelas. Somos um meio do Universo se conhecer.”
Material de refrência: 50 ideias de astronomia que você precisa conhecer/ Do átomo ao buraco negro/ https://pt.wikipedia.org/wiki/Supernova





Comentários