Nebulosas (versão única)
- Pedro

- 2 de mar. de 2019
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Nebulosas (versão única)
As Nebulosas são, na opinião de muitos, o que o universo tem de mais belo a mostrar. Sua definição é simples: imensas nuvens de matéria, responsáveis pela criação de estrelas e de sistemas planetários, são os “berçários estelares”. Compostas por hidrogênio hélio e plasma, as nebulosas são pouco densas, porém são corpos gigantes, em sua maioria, possuindo centenas de anos-luz de diâmetro. As nebulosas marcam o “nascimento” e a “morte” das estrelas.
No ano de 1755 o filósofo Immanuel Kent propôs que o Sol e os planetas haviam se formado simultaneamente, durante o processo de colapso de uma nuvem de gás e poeira (nebulosa). Mais tarde, em 1796, Pierre Simon Laplace, matemático, astrônomo e físico muito influente, desenvolveu a ideia de Immanuel Kent, naquilo que viria a tornar-se a hipótese nebular.
Existe uma classificação para nebulosas, a qual se constitui em: nebulosas de emissão, nebulosas de reflexão, nebulosas escuras e nebulosas planetárias.
As nebulosas de emissão possuem alta temperatura e brilham graças à radiação recebida por estrelas vizinhas. A radiação (fótons) é absorvida pelos átomos, os quais, eventualmente, liberam essa energia (correspondente à diferença entre a energia do átomo em seu estado excitado e fundamental) na forma de fótons novamente. Devido ao fato de o hidrogênio ser o principal componente das nebulosas, muitas destas apresentam uma coloração avermelhada (por conta do espectro de emissão do elemento). Cientistas podem assim, pelo estudo do espectro de uma nebulosa, determinar seus elementos químicos
As nebulosas de reflexão não possuem luz própria e então simplesmente refletem a luz de estrelas próximas, possuem uma cor azulada devido à luz azul espalhar-se mais facilmente (mesmo motivo do nosso céu ser azul).
As nebulosas escuras impedem grande parte da luz de passar e são identificadas pelo contraste do céu ao redor.
As nebulosas planetárias, por sua vez, possuem essa denominação porque o astrônomo William Herschel, quando observou uma destas, pensou que se tratava de um planeta. As nebulosas planetárias surgem a partir de uma estrela central, a qual, em uma etapa avançada do ciclo estelar, mais especificamente na fase de ramo gigante assimptótico (fim da vida de um gigante vermelha) ejeta o material das camadas externas, por conta da geração de fortes ventos estelares e pulsações, e deixa, na maioria dos casos, uma anã branca como remanescente. A radiação intensa da estrela geradora da nebulosa faz com que as camadas expulsas (que vem a ser a nebulosa em si) se ionizem e brilhem nas cores correspondentes aos diferentes elementos presentes. O Sol passará pelo mesmo processo, dando vida a uma magnífica nebulosa planetária.
Um caso muito interessante está relacionado aos Pilares da Criação, colunas de gás e poeira com quatro anos-luz de extensão, localizadas na Nebulosa da Águia, a sete mil ano-luz da Terra. Caso você aponte um telescópio potente o suficiente para a direção correta no céu, verá os Pilares da Criação, mas não realmente; o que você vê de fato é o passado, em uma época em que tal estrutura ainda existia. Os pilares foram supostamente (o supostamente já será explicado) atingidos há seis mil anos por uma supernova. Porém, a luz dos Pilares da Criação demora sete mil anos para nos alcançar e isso significa que a supernova a atingirá, em nossas percepções, somente daqui mil anos. O "supostamente" mencionado refere-se ao fato de alguns cientistas acreditarem que as evidências da realidade da dita supernova não se sustentam.
Contudo, uma coisa é certa: olhar para o céu é encarar o passado. Nossas observações possuem um atraso ditado pelo tempo que a luz demora para chegar aqui, na Terra.
As imagens abaixo são, respectivamente: nebulosa de Helix, Pilares da Criação, nebulosa do Caranguejo e nebulosa de Órion
Material de referência: 50 ideias de astronomia que você precisa conhecer/ https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Nebulosa












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