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Galáxias (versão simples)

  • Foto do escritor: Pedro
    Pedro
  • 22 de fev. de 2019
  • 3 min de leitura

Galáxias

As galáxias são grandes sistemas (compostos por estrelas, gases, poeira, planetas, satélites...) mantidos unidos pela gravidade onde todos os corpos presentes nestas orbitam o centro de massa (caso haja). Nossa galáxia, é chamada de Via-Láctea por conta da mancha característica de poeira lembrar uma faixa leitosa.

Galáxias são classificadas quanto à forma, de modo geral, em quatro tipos: espiral, elíptica, irregular e lenticular. As espirais são chamadas assim por conta da evidente estrutura plana em espiral em torno de seu núcleo e possuem nuvens de matéria espalhadas pelos seus braços. As galáxias elípticas, em contrapartida, possuem uma forma aproximadamente elipsoidal; suas estrelas possuem órbitas aleatórias (contrastando o caso das espirais) e a grande maioria destas galáxias têm pouco gás e poeira. As lenticulares têm forma plana, não possuem braços espirais e têm a maior parte da poeira contida no disco que envolve os limites da galáxia. As galáxias irregulares, como o próprio nome supõem, não têm forma definida.

A Via-Láctea é uma galáxia espiral de quatro braços, considerada grande. Suas vizinhas mais próximas são duas galáxias anãs irregulares, a uma distância de 600 mil anos-luz da nossa galáxia. A galáxia maior e mais próxima da nossa é a galáxia de Andrômeda, a qual está inclusive em rota de colisão com a Via-Láctea, o que fornecerá um espetáculo no céu daqui quatro bilhões de anos (aproximadamente).

Diversas pesquisas apontam que no centro (núcleo) de diversas galáxias há buracos negros supermassivos, no caso da Via-Láctea é apontado o

com 4.1 milhões massas solares. Em diversas galáxias, encontramos corpos conhecidos como quasares, poderosos emissores de radiação eletromagnética que, sozinhos, podem brilhar mais do que galáxias inteiras.

Como mencionado, galáxias são compostas de estrelas, poeira, gás, planetas, asteroides, satélites e assim por diante; porém, a massa representada por toda a matéria ordinária que conhecemos apresenta uma porcentagem mínima (menos de 5%) da composição total do Universo. Em outras palavras, as galáxias não possuem matéria o suficiente para se manterem em um equilíbrio gravitacional por si. Então de onde vem o restante da massa? Elas vêm de uma forma indetectável de matéria conhecida como matéria escura, a qual compõe aproximadamente 24% de toda a composição do Universo (o restante vem da energia escura). A matéria escura não interage com outras partículas, e por isso é indetectável; é difícil comprovar sua existência rigorosamente, já que não conseguimos observa-la de forma direta, mas sua realidade é a solução para a insuficiência de matéria no cosmos.

O Universo está em expansão e nada nele está parado. O astrônomo Edwin Hubble descobriu, ao analisar a luminosidade das galáxias, que praticamente todas estavam se afastando da nossa. Vivemos em um planeta o qual orbita uma estrela, principal componente de um sistema planetário chamado de sistema solar, presente na Via-Láctea a qual por sua vez possui uma média de 250 bilhões de estrelas, a qual é uma ao meio de aproximadamente 100 bilhões de galáxias as quais compõem o Universo observável. A vida é um fenômeno extremamente raro, como mostrado pela equação de Drake, mas com tal perspectiva cósmica em mente a pergunta torna-se imprescindível: Estamos sozinhos?


As galáxias mostradas nas imagens são, respectivamente: Espiral, elíptica, lenticular e irregular.


Material de referência: 50 ideias de astronomia que você precisa conhecer (Giles Sparrow)/ O universo numa casca de noz (Stephen Hawking)/ O universo em suas mãos (Christophe Galfard)/ Astrofísica para apressados (Neil deGrasse Tyson)



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