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Discos de acreção

  • Foto do escritor: Pedro
    Pedro
  • 8 de set. de 2019
  • 2 min de leitura

Discos de acreção são aglomerados circulares de matéria/poeira que orbitam um corpo central, este podendo ser uma estrela jovem, uma estrela de nêutrons, uma anã branca ou até mesmo um buraco negro. Nesses corpos centrais, é notável a ocorrência de discos de acreção em torno de objetos densos. Ademais, tais discos são comumente formados em sistemas estelares binários (sistemas de duas estrelas), com presença de uma anã branca, as quais orbitam um baricentro/centro de massa comum. Conforme forem regidas as interações gravitacionais de tal sistema, a anã branca “rouba” a massa de sua vizinha, de modo a fazer com que a matéria em transe forme um disco em torno da ladra. A matéria sendo transferida entra em um estado instável e ocorre uma redistribuição de momento angular do disco e faz com que o gás se espirale em direção à estrela ladra e, portanto, há um aumento na massa do corpo central em questão. Se o ganho de massa for significativo, é possível que a anã branca ultrapasse o limite de Chandrasekhar, fazendo com que a estrela entre em colapso, resultando em uma supernova tipo I.



Os discos de acreção são muito utilizados para estudar o comportamento de corpos celestes devido à alta emissão de radiação eletromagnética, o que facilita as detectações e observações. Conforme o gás segue seu caminho em espiral até ser “devorado”, há a transformação da energia gravitacional em térmica, sendo irradiada na superfície do disco na forma de radiação eletromagnética (frequência varia de acordo com o corpo central em questão). No caso dos buracos negros, como visto na recente foto do supermassivo da galáxia Messier 87, a radiação liberada é altamente energética, encontrando-se na faixa de raios-X. Ainda, é destacável o incrível fenômeno de jatos relativísticos, jatos de plasma vindos de núcleos galácticos (como quasares), os quais são teorizados a serem formados a partir de complicadas interações dos campos magnéticos nos discos de acreção. O termo “relativístico” indica que a matéria em torno do corpo central está sendo acelerada a velocidades próximas à da luz (99,995% da velocidade da luz )e, dessa forma, exibe efeitos relativísticos, descritos pela teoria da relatividade de Albert Einstein.



Fora dos contextos mais extremos do cosmos, há a presença de discos de acreção na formação de sistemas planetários, como o sistema solar, sendo que, em tais situações, o aglomerado de matéria circundante passa a ser denominada disco protoplanetário, o qual é responsável pela formação dos planetas.



Material de referência: https://svs.gsfc.nasa.gov/10139 Fundamentos de Astronomia (Gregorio-Hetem & Jatenco-Pereira) Morte no buraco negro (Neil deGrasse Tyson) 50 ideias da astronomia que você precisa conhecer (Helena Londres)


As fotos abaixo ilustram os discos de acreção, sendo que a última é a ilustre foto do "coração" da Messier 87.






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