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Albert Einstein (versão única)

  • Foto do escritor: Pedro
    Pedro
  • 31 de mai. de 2019
  • 4 min de leitura

Atualizado: 19 de nov. de 2019

Einstein foi, sem sombra de dúvida, um dos mais importantes e revolucionários cientistas que já viveu; o físico teve tamanha contribuição no desenvolvimento do conhecimento humano que é considerado por muitos um dos maiores seres humanos de todos os tempos, de forma que a revista Time o classificou como “pessoa do século”. Ao decorrer de sua carreira, desenvolveu diversas ideias e formulou diversas teorias, sendo uma parcela destas conduzida exclusivamente por ele (com auxílios ocasionais de especialistas) e a outra em colaboração com alguns colegas cientistas. Com a comprovação de diversas pesquisas e a ascensão no mundo acadêmico, Albert Einstein tornou-se, mundialmente, um sinônimo de gênio.


De origem judaica, Albert nasceu em Ulm, Alemanha, no dia 14 de março de 1879. Futuramente, a família Einstein mudou-se para a Itália, contudo, o filho, com seus 15 anos, permaneceu na Alemanha na cidade de Munich para terminar seus estudos.


A fim de ingressar na Escola Politécnica de Zurique, na Suíça, prestou diversas provas, nas quais obteve notas excepcionais nas matérias de física e matemática. É de suma importância quebrar o “mito” que diz que Einstein era um aluno ruim na escola, especialmente na matemática. Tal boato surgiu a partir de um mal entendido devido à inversão no sistema de notas em certo ano na escola em Aargau, sendo que a nota máxima passou a ser 6, em uma pontuação que variava de 1 a 6. O certificado preservado de matrícula expõe as excelentes notas finais obtidas pelo jovem na escola; ainda sim seu foco estava na física e matemática, tanto que Einstein começou a estudar cálculo aos 12 anos e, dois anos depois, já dominava o cálculo diferencial (estudo de derivadas) e o cálculo integral (estudo das integrais/anti-derivadas). Aos 17 anos, conseguiu entrar na faculdade desejada, frequentando o curso para obter o diploma de professor de física e matemática.


No período que residiu na Suíça, Einstein obteve a cidadania do país e, após muito tempo procurando emprego, conseguiu um no escritório de patentes. Sua função não exigia muito de si e, dessa forma, arranjou tempo para conduzir suas próprias pesquisas e ingressar no curso de doutorado também na Escola Politécnica de Zurique.


Em 1900, Einstein conseguiu ter seu primeiro artigo científico publicado e, cinco anos depois, concluiu seu doutorado e publicou quatro revolucionários trabalhos os quais nomeariam 1905 como o “ano miraculoso”. Neste ano, a ciência mudou para sempre com a inserção dos artigos sobre a relatividade especial, efeito fotoelétrico, movimento browniano e a equivalência de massa-energia (que é consequente da relatividade especial). Dessa forma, Einstein tornou-se mundialmente famoso no mundo acadêmico e, a partir daí, começou a ganhar fama mundial.


Com sua ascensão, Albert dispensou o trabalho no escritório de patentes e começou a lecionar em diversas universidades. Ao retornar para a Alemanha, entrou na Universidade de Berlin e recebeu os títulos de diretor do instituto Kaiser e presidente da sociedade alemã de física.

Entre 1907 e 1915 o físico trabalhou com o que seria a “evolução da relatividade especial”, estendida para campos gravitacionais, em sua mais famosa teoria: a teoria da relatividade geral. Deste trabalho vieram, futuramente, indícios da existência de objetos extremamente curiosos, tais como os buracos negros, e fenômenos singulares, tais como as ondas gravitacionais. De acordo com a relatividade geral, objetos muito massivos dobram o que veio a chamar-se de espaço tempo de tal forma que a luz é por consequência desviada dobrada. Alguns anos depois, tal teoria foi comprovada com a observação da posição de uma estrela durante um eclipse, evidenciando a curvatura da luz prevista pela relatividade geral.

Em 1911 Einstein foi convidado para a primeira conferência de Solvay, a qual tinha o intuito de reunir todos os maiores cientistas da época para a discussão de importantes temas científicos. Em futuras conferências mais grandes nomes foram adicionados aos encontros, com destaques como Marie Curie, J.J Thomson, Erwin Schrödinger, Paul Dirac, Max Born, entre muitos outros. No ano de 1922, Einstein obteve seu Nobel de física essencialmente por seu trabalho com o efeito fotoelétrico.

Outra pesquisa famosa realizada ao longo de sua carreira científica, foi a do condensado de Bose-Einstein, a qual foi feita em colaboração com o físico Nathan Satyendra Nath Bose e descreve o comportamento de bósons a uma temperatura extremamente baixa.


Com a formulação e avanço da mecânica quântica, a estranha natureza deste campo da ciência evidenciou-se de modo que a essência probabilística incomodou profundamente Einstein, que acreditava que o universo fosse determinístico. O físico afirmava que, apesar da teoria quântica trazer resultados corretos, essa estava incompleta, de forma que ele trabalhou em explicações que visavam trazer, por meios determinísticos, os resultados experimentalmente acertados, tal trabalho ficou conhecido como “teoria das variáveis ocultas”. Todavia, seus esforços falharam e diversos experimentos continuaram a apontar a teoria quântica como a descrição correta do universo. Einstein afirmou sua indignação na máxima “Deus não joga dados”.


Einstein deu diversas palestras ao redor do mundo, inclusive, veio ao Brasil e, além de atender a eventos científicos, também realizou turismo pela cidade do Rio de Janeiro, visitando o Museu Nacional do Rio de Janeiro, o Pão de Açúcar, o Jardim Botânico entre outros centros turísticos.


O cientista vivenciou as duas guerras mundiais e, por sorte, não estava na Alemanha quando o partido Nazista alcançou o poder. Devido às condições em que a Alemanha se encontrava, Albert Einstein decidiu permanecer nos EUA e, futuramente, conseguiu a cidadania americana. Apesar de não apresentar muito interesse em política, como evidenciado em sua frase “as equações são mais importantes para mim, porque a política é para o presente, mas a equação é algo para a eternidade”, Einstein tomou posicionamentos políticos promovendo a paz, devido ao seu medo de que as guerras gerassem uma catástrofe.


Em seus últimos anos, trabalhou em uma grandiosa e ambiciosa teoria que visava unificar a física com a conciliação total da mecânica quântica com a relatividade. Com seu falecimento em Princeton, no dia 18 de abril de 1955, seus esforços finais ficaram inconclusos e evoluíram posteriormente para formar a teoria das cordas, a qual possui diversas variações atualmente.

Abaixo o certificado de admissão de Albert Einstein, com notas que variam de 1 a 6, de modo que 6 é a nota máxima.


Material de referência: "Uma breve história no tempo" (Stephen Hawking), "A história da ciência para quem tem pressa" (Nicola Chalton e Meredith MacArdle) "Meus últimos anos" (Albert Einstein) e https://pt.wikipedia.org/wiki/Albert_Einstein



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