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A revolução científica

  • Foto do escritor: Pedro
    Pedro
  • 2 de mai. de 2020
  • 3 min de leitura

Atualizado: 15 de jun. de 2020

O fascínio da humanidade com a razão como forma de pensar é um aspecto que perdura desde os filósofos antigos, os quais, em sua maioria, eram estudiosos da matemática. Pitágoras de Samos, no século VI a.C., desenvolveu o famoso “teorema de Pitágoras” o qual é amplamente utilizado em diversas áreas do conhecimento (seja estudos em triângulos retângulos, vetores e até mesmo tensores). Foi, contudo, entre os séculos XVI e XVIII que a ciência se consolidou, com o surgimento de grandes cientistas. Tal período ficou conhecido como “Revolução Científica”.


A revolução científica surgiu em meio ao contexto da era renascentista, na qual o pensamento crítico e racional era dominante. Um dos primeiros marcos contidos em tal revolução foi proposta do modelo heliocêntrico (Terra gira em torno do Sol), feita por Nicolau Copérnico. Por ser uma ideia muito destoante do modelo geocêntrico (Sol gira em torno da Terra) que se tinha em mente naquela época, a proposta de Copérnico foi recusada.


Galileu Galilei, considerado “pai da astronomia moderna”, aperfeiçoou lentes existentes na época, sendo o primeiro a fazer o uso do telescópio para a astronomia. Com base em suas observações, Galileu forneceu evidências favoráveis ao modelo heliocêntrico, identificou manchas solares, algumas luas de Júpiter e as fases de Vênus.


Johannes Kepler limitado a lápis, papel e observações, foi capaz de criar três leis responsáveis pela descrição da dinâmica dos corpos celestes. A primeira lei de Kepler, chamada de “lei das elipses”, constata que os planetas não descrevem uma órbita circular perfeita, mas sim uma elipse, com certa “excentricidade” (grau de distorção de uma circunferência). A segunda lei de Kepler afirma que a órbita de um planeta descreve áreas iguais em intervalos de tempo iguais. A terceira lei de Kepler diz que a razão entre o quadrado do período e o cubo do raio de órbita de um planeta é igual a uma constante. Mas como validaram essas afirmações feitas por Kepler? Por meio da concordância entre as predições feitas pelo uso das leis de Kepler e observações. Leis são descrições precisas de fenômenos observados, devendo manter validade sob qualquer circunstância (caso contrário, não são consideradas leis).


Quando a palavra “cientista” é mencionada, a imagem que se remete é geralmente associada à Isaac Newton. Durante os tempos de reclusão, devido à peste bubônica, Newton desenvolveu os seus maiores feitos, como as três leis da dinâmica e a lei da gravitação universal. A primeira lei da dinâmica é a lei da inércia, a qual afirma que todo corpo em repouso tende a permanecer em repouso e que um corpo em movimento retilíneo e uniforme tende a permanecer em movimento retilíneo e uniforme. A segunda é a relação fundamental, cuja fórmula é conhecida até mesmo por quem não possui afinidade por matemática e física, sendo F=m*a. A terceira é a lei da ação e reação, a qual afirma que para toda ação existe uma reação de mesma intensidade e direção, mas de sentido oposto. A lei da gravitação universal descreve como dois objetos massivos interagem entre si, dada as forças gravitacionais exercidas por e em cada um. Os feitos de Newton vão além, sendo que, foi também o responsável pelo descobrimento do espectro da luz branca e, junto a Leibniz, inventou o cálculo. Um dos livros mais conhecidos da ciência é o Principia, de autoria de Newton, no qual aborda suas leis, demonstra as de Kepler (as quais anteriormente não possuíam demonstração matemática) e, em geral, fundamenta a mecânica clássica.


Posteriormente, o século XIX veio a ser marcado na ciência pela presença de grandes nomes na área biológica, como Gregor Mendel, botânico responsável pelo desenvolvimento das leis da genética e Charles Darwin, responsável pela formulação da teoria evolucionista.

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