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Coronavírus

  • Foto do escritor: Pedro
    Pedro
  • 21 de mar. de 2020
  • 4 min de leitura

Atualizado: 14 de jun. de 2020


Desde janeiro desse ano,2020, um vírus vem chamando a atenção do mundo; trata-se do COVID-19, chamado também de “coronavírus”. O COVID-19 não é o primeiro coronavírus humano, sendo que os pioneiros foram isolados em 1937. O termo “corona” deve-se ao fato do perfil no vírus, com o uso de microscópio, assemelhar-se à uma coroa. No final de janeiro deste ano foram registrados os primeiros casos de COVID-19, na cidade de Wuhan, China. As incidências de infectados foram aumentando exponencialmente, de modo que a organização mundial de saúde (WHO) declarou o surto de COVID-19. É importante ressaltar que este artigo não conterá muitos dados estatísticos por conta destes estarem sofrendo alterações diariamente.


O vírus ganhou proporções cada vez maiores, passando do “status” de surto para epidemia, até ser considerado como pandemia. A diferença entre tais classificações é importante para se ter noção da escala considerada. Um surto é quando um patógeno (organismo capaz de causar doenças) é capaz de, repentinamente, contaminar várias pessoas dentro de uma região restrita. Uma epidemia é quando há um aumento ainda mais acentuado no número de infectados, não se restringido à uma região. Uma doença atinge o patamar de pandemia quando atinge diversos países e continentes, agregando uma escala global. O COVID-19 já é considerado como pandemia.


Em meio às redes sociais é primordial que se tome cuidado com as recorrentes “fake-news”, notícias com alto teor de sensacionalismo e desinformação, as quais contribuem muito para com a proliferação do pânico. O COVID-19 vem causando um medo maior do que o que seria considerado “normal”. Isso deve-se essencialmente pela falta de credibilidade à ciência. A fim de analisarmos criticamente ocorrências, devemos levar em consideração fatos e evidencias, não nos atendo somente em especulações. Para o coronavírus, busque informações de fontes confiáveis, tais quais as oferecidas nos sites da organização mundial de saúde, CDC (centro de controle e prevenção de doenças dos Estados Unidos) e a ECDC (centro Europeu de prevenção e controlo das doenças), cujos links encontram-se no final do artigo.


Um dos maiores problemas do COVID-19 é quanto sua transmissão, a qual é extremamente rápida e de fácil contágio. O vírus agrega em superfícies sem dificuldade, sustentando-se por horas ou até mesmo dias. Para realizar-se uma análise acerca dos possíveis impactos de uma determinada doença, modelos matemáticos são construídos para os órgãos competentes avaliarem quão severas terão de ser as medidas para diminuir a taxa de transmissão. Um parâmetro muito recorrente em meio a tais modelos é o número básico de reprodução (basic reproduction number), denotado por R0, sendo um valor esperado do número de casos de contagio a partir de um único infectado (em uma população onde considera-se que todos os indivíduos sejam suscetíveis à contaminação). Quanto maior for o valor de R0, mais fácil é a transmissão da doença, indicando que medidas mais intensas devem ser tomadas a fim de buscar um controle satisfatório de acordo. Nas estimativas do número básico de reprodução, quando R0 >1 o patógeno já se classifica como epidemia.


Os sintomas do COVID-19 assemelham-se aos da gripe comum, sendo que o individuo infectado por vir a ter tosse seca, febre e dificuldade para respirar/falta de ar. Contudo, já forma registrados casos em que a doença não manifestou sintomas (assintomático), o que facilita muito a dispersão do vírus (uma vez que não há os devidos cuidados).


A taxa de mortalidade de uma doença é o principal fator que semeia o medo, porém, quanto ao coronavírus, esta não é alta. No geral (até a data de publicação do artigo), a taxa de mortalidade encontra-se por volta dos 4%, sendo considerada baixa. Para efeito de comparação, consideremos a síndrome respiratória aguda severa (SARS-CoV), anterior ao COVID-19 (SARS-CoV-2), cuja taxa de mortalidade é de 15%. Todavia, deve-se tomar cuidado com o grupo de risco, sendo que os principais integrantes deste são os idosos, os quais são propensos à quadros agravantes, dados problemas cardíaco, respiratórios, diabetes e a própria idade. Dentre os idosos, a taxa de mortalidade do COVID-19 é bem maior se comparada a do publico em geral, por isso é essencial que os devidos cuidados sejam tomados em pró dos mais velhos. As precauções que devem ser tomadas também são similares aos da gripe, podendo-se listar a limpeza recorrente das mãos (com sabão e álcool gel), o evitar de aglomerados (como shows e eventos), o isolamento de pessoas com sintomas (inclusive o de jovens, mesmo que estes estejam fora do grupo de risco, por conta da possibilidade da transmissão da doença para idosos).


Em relação a origem do COVID-19 é desconhecida (até o momento), contudo sabe-se que é um vírus similar ao de morcegos (mas isso não garante que tenha vindo destes). Os primeiros casos foram registrados em um mercado de pescados de Wuhan, sendo que os quatro infectados trabalhavam no local. É destacável que o mercado em questão não vende morcegos e que os testes posteriores realizados nos animais do mercado deram negativo para o COVID-19.


Diversos estudos, sobre diferentes aspectos, estão sendo realizados acerca do COVID-19. Um estudo do hospital de Hong Kong mostrou que alguns pacientes podem ter sequelas pulmonares, mesmo depois de curados. Todavia, o estudo foi feito com uma amostragem populacional muito pequena (12 pacientes foram considerados) o que ilustra ser um estudo muito precoce, não sustentando generalizações. Outro estudo realizado por três pesquisadores (Estados Unidos, Reino Unido e Austrália) concluiu que o COVID-19 não foi “criado” em laboratório (como alguns teóricos da conspiração vêm apontando pela internet), sendo que o modo eficiente o qual o vírus liga-se às células humanas apontam para a seleção natural (o vírus adaptou-se de tal modo a conseguir associar-se facilmente com as células do corpo humano). Ainda, o vírus referente possui traços muito semelhantes aos já conhecidos vírus que afetam animais como morcegos e pangolins (indicando uma plausível adaptação do vírus para afetar humanos).


As incidências de casos de coronavírus na China caiu drasticamente, após atingir seu pico em fevereiro. Atualmente não há registros de novos infectados no país, evidenciando-se assim uma recuperação rápida (considerando o início do surto em janeiro).



Com as diversas pesquisas sendo realizadas no momento, em colaboração com países no mundo todo, a vacina contra o COVID-19 está tomada como uma das prioridades do mundo científico.



Leitura recomendável: https://coronavirus.saude.gov.br/

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